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PATRIMÓNIO MUNDIAL

Em Dezembro de 2001, a UNESCO elevou o Alto Douro Vinhateiro a Património da Humanidade. Um título, atribuído por unanimidade, que premiou a Região vinícola demarcada mais antiga do mundo, decretada pelo Marquês de Pombal, em 1756. Região única por reunir as virtudes do solo xistoso e da sua exposição solar privilegiada com as características ímpares do seu microclima em conjunto com o trabalho árduo do homem do Douro.

 A sua Paisagem evidencia três aspectos principais: o carácter único do território, a relação natural da cultura do vinho com a oliveira e a amendoeira e a diversidade da arquitectura local. Para além destes aspectos, a candidatura destacou o trabalho notável realizado pelo homem na construção de muros em xisto que prolongam as encostas e, sobretudo, a autenticidade e integridade da paisagem cultural.

A Região Demarcada do Douro, onde se produzem os vinhos correspondentes às denominações de origem “Porto” e “Douro”, abrange 250 mil hectares, dos quais 48 mil são ocupados por vinha, e dela fazem parte 22 municípios. No entanto, apenas 24 mil hectares, ou seja, um décimo dessa área, que engloba treze concelhos, foi classificado pela UNESCO como Património Mundial. Contudo, a zona classificada é representativa da diversidade do Douro, uma vez que inclui espaço do Baixo Corgo, do Cima Corgo e do Douro Superior.

O território do Alto Douro Vinhateiro, área classificada, integra o vale do rio Douro, que já é considerado Património Mundial nos seus extremos, nomeadamente o Porto, e no lado oposto o Parque Arqueológico do Côa. Os treze concelhos que fazem parte da zona distinguida pela UNESCO são Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Mesão Frio, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Tabuaço, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real, estendendo-se ao longo das encostas do rio Douro e dos seus afluentes, Varosa, Corgo, Távora, Torto e Pinhão.

A classificação do Douro como paisagem cultural, viva e evolutiva veio dar o seu contributo e impulso para uma série de alterações que estavam já a acontecer na região duriense, já que o próprio projecto da candidatura definia um conjunto de medidas de ordenamento e gestão do território e de qualificação e valorização ambiental. Por outro lado, intensificou-se o tráfego fluvial de barcos de cruzeiro para turistas; inúmeras quintas tradicionais aderiram à filosofia da Rota do Vinho do Porto, abrindo as portas aos visitantes, promovendo visitas, provas de vinhos e realização de eventos. O comboio histórico regressou à Linha do Douro, em percursos turísticos que fazem os passageiros “voltar” ao início do século. Os desportos náuticos passaram a ser uma constante nas águas do Douro. Toda a região está em metamorfose anunciando-se, a cada passo, novas unidades hoteleiras de cinco estrelas e a recuperação e adaptação de antigas propriedades em acolhedores hotéis rurais ou casas de turismo em espaço rural.
Foi com orgulho, mas igualmente com sentido de responsabilidade redobrada que o Vale do Douro celebrou, em 2006, com inúmeras manifestações culturais, a passagem dos seus 250 anos como Região Demarcada.