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VINHOS

Cercado pelas montanhas transmontanas e beirãs, o Vale do Douro é um enclave quente e seco. A Ocidente é abrigado dos ventos húmidos pelos montes graníticos do Marão e do Montemuro. As suas vinhas, cultivadas em terrenos graníticos e xistosos, são sujeitas a Verões muito quentes e secos e a Invernos rudes e prolongados com muita geada.


São vinhos únicos os que nascem desta combinação ímpar de solo, clima e trabalho do homem. De todos os vinhos produzidos na primeira Região Demarcada do mundo - brancos, tintos, aguardentes - o Vinho do Porto é sem dúvida o mais notável e sublime. Conhecido desde tempos romanos, já no século XVI rumava ao Porto em barcos rabelos, transportado em pipas para depois ser exportado e fazer as delícias dos ingleses e demais povos.


Mas sublimes são também os vinhos produzidos nos planaltos e encostas da Beira, terras marcadas pelo relevo austero do granito. Os seus vinhos de mesa são brancos suaves, frutados, aromáticos de cor citrina e também tintos acídulos, de cor rubi a cheirar a flores e a frutos. Da Região Demarcada do Távora-Varosa, surge ainda um vinho elegante e requintado de ir à mesa em flutes nos dias de festa e celebração: o espumante. Abrigado em caves escavadas no granito azul só vê a luz do dia depois de permanecer três anos em estágio e após ser submetido a rituais tão intensos como o "rémuage" e o degórgement à la volèe".